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O Saci-Pererê e a Patrulha da Floresta

O sol já havia se escondido e a mata começava a se cobrir com o manto da noite. No coração da floresta, o Saci-Pererê saltitava de galho em galho, seu gorro vermelho brilhando sob a luz das estrelas. Mas naquela noite ele não estava sozinho.

Ao seu lado vinham Curupira, com os pés virados para trás, sempre atento aos caçadores; Iara, que seguia pelo rio, cantando baixinho; e Caipora, que carregava um saco cheio de folhas mágicas para despistar intrusos.

Eles formavam a Patrulha da Floresta, um grupo de amigos com uma missão: proteger os animais e as árvores sagradas.

De repente, Saci ouviu um barulho suspeito, galhos quebrando, passos apressados.
— “Caçador à vista!”, gritou o Curupira, virando-se para apontar a direção.

O grupo entrou em ação. Saci, com sua velocidade de um só pulo, correu até o homem e assobiou forte, criando um vento que apagou sua lamparina. Iara cantou uma melodia hipnótica que fez o intruso parar e olhar para o rio, como se sonhasse acordado. Enquanto isso, Caipora espalhava as folhas mágicas para que ele esquecesse o caminho de volta.

Quando o caçador recobrou os sentidos, estava na beira da estrada, sem entender como tinha parado ali.
— “A mata cuida dos seus”, murmurou Saci, rindo e ajustando o gorro vermelho.

Naquela noite, mais uma vez, a amizade e a astúcia dos guardiões garantiram que a floresta dormisse em paz.