Menu

As Travessuras do Saci na Mata Encantada

Nas manhãs de neblina, quando o canto dos sabiás ainda ecoa tímido, é que o Saci-Pererê gosta de começar o dia. Com seu gorro vermelho mágico e um sorriso maroto, ele salta veloz entre as clareiras, deixando um rastro de folhas secas no ar.

O Saci conhece cada canto da mata encantada, o bambuzal que canta com o vento, o lago onde as capivaras descansam e a clareira das flores azuis, onde os vaga-lumes dançam à noite.

Suas brincadeiras são famosas:

Trocar as ferramentas dos trabalhadores: quem deixa um machado encostado na árvore, encontra no lugar uma vassoura velha.

Esconder montarias: ele gosta de soltar os cavalos para pastarem longe, fazendo os vaqueiros procurarem o dia inteiro.

Embaraçar crinas e rabos de animais: num passe de mágica, transforma o pelo liso em um nó impossível de desfazer.

Mas o Saci não é só traquina, gosta também de brincar com seus amigos da floresta. O Curupira aposta corridas com ele, o Boto cor-de-rosa tenta pegá-lo com histórias de encantamento, e a Iara, do fundo do rio, diz que ele é o único capaz de desaparecer antes que ela o puxe para a água.

No fim do dia, sentado sobre um tronco caído, o Saci ri sozinho, lembrando-se das caras de espanto que provocou. Porque, para ele, a vida é feita de saltos, assobios e histórias que só existem onde a mata ainda guarda seus segredos.